
Novos filhos que são peças fundamentais na mudança dos paradigmas existentes em nossa sociedade. Aos trinta anos estão nas casas de seus pais, dependem de sua sabedoria e de ajuda para superar os problemas mais simples do dia-a-dia. Não conseguem estruturar uma nova família e apesar de serem profundamente eficientes em seus trabalhos, tem o dom de fracassar no quesito da vida pessoal.
Já se acham donos de seus narizes (e são mesmo!), mas quando algo dá errado transferem a culpa para seus progenitores. Estranho não? Ao mesmo tempo em que tentam conseguir a tão sonhada independência, ainda estreitam laços de obediência em relação a seus pais.
O porquê de isso acontecer? Somos uma geração que não foi preparada para lidar com o fracasso. Não estamos acostumados a perder e logicamente não estamos acostumados a não ter. Sendo assim fica muito mais fácil transferir a responsabilidade do fazer para nossos pais, afinal, se algo der errado, a culpa é deles.
Observando minha vida e comparando as vidas que meus pais tiveram sou obrigado a afirmar que tenho muita sorte. Eles sempre estão presentes “para arrumar a bagunça do meu quarto” e quando parece que nada mais tem solução eles estão ali para ajudar.
Claro que temos desentendimentos como toda família tem...porém sei que posso contar com eles para o que der e vier... Mas para tudo! vejam só, comecei esse texto falando sobre os filhos que mudam os paradigmas da sociedade... cheguei a essa conclusão: hoje crescemos pensando em primeiramente, ser bem sucedido profissionalmente, estabilizado financeiramente para depois construir uma nova família. Aos trinta anos de idade meus pais já estavam casados e com dois filhos. É nítida a diferença do ontem para o hoje. A única coisa que martela minha cabeça todos os dias é: “como vai ser o amanha?”

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