terça-feira, 5 de abril de 2011

Desafio.. aceito!

Com muito orgulho posso dizer que começo a traçar novos objetivos para minha vida pessoal! Topei um desafio: participar da Corrida dos Bombeiros, 03 de julho em São Paulo. Serão 10km de corrida e espero muito conseguir terminar bem a prova. Vou postar pra vocês aqui sobre o treinamento e a preparação para esse desafio. Vamos ver o que acontece?

E olha lá heim! Já aviso que arrumei dois parceiros pra esse desafio, meu amigo Saito que vai se preparar em SP / Santos e a Elisa, uma pessoa mais do que especial que vai treinar em Sorocaba. Nenhum de nós três tem muita experiência em corrida, apenas gostamos e decidimos fazer algo diferente saindo da rotina.

Hoje começa meu treino mais sério! Semanalmente eu posto falando sobre nossa preparação! Desejem-nos sorte!

Miguel

Educação e incompetência

Quando o gostar não é mais suficiente, quando simplesmente levantar da cama passa a ser uma tarefa difícil e você não sabe para onde correr. Você olha para trás e consegue enxergar diversos sonhos estilhaçados e entre lágrimas escondidas tenta entender e analisar o caminho que te trouxe até aqui.

Você esta cansado de picaretas fazendo de conta que entendem tudo sobre ensinar e aprender, mas que não conseguem enxergar as próprias mentiras. Achando-se tão espertos que ninguém seria capaz de reconhecer erros evidentes que são acobertados por palavras bonitas. E quando suas idéias são roubadas e parte dos seus esforços não mais é suficiente para manter um sorriso em seu rosto. É exatamente nessa hora que a palavra mudança vem a mente com tanta força que coloco algumas palavras para aplacar a aflição que esse sentimento trás.

Hoje entendo um pouco mais do porque nossa educação esta em crise. Vaidades e “achismos” sem sentido algum norteiam o desenvolvimento pedagógico de sistemas de ensino que se dizem grandes mas são tão pequenos quanto suas insinuações tecnológicas.

Querendo ser “incluídos digitalmente”, em uma resposta amarga a essa tendência que parece ser inevitável. Usar novas tecnologias com velhos métodos é dar um passo para trás no que diz respeito ao desenvolvimento acadêmico de nossos alunos.

Alunos, esse deveria ser o grande foco da nossa educação. Estamos diante de uma revolução silenciosa. Nossos pedagogos e pensadores da educação simplesmente descartam as características dos alunos de hoje em dia. Despertar a atenção e o interesse acadêmico é cada vez mais difícil e um desafio a professores que não vivem diretamente a realidade que nossos alunos vivem.

Vejo professores que não sabem abrir um email, anexar um arquivo, compactar diversos arquivos em um só ou mesmo ouvir uma musica via internet. São esses educadores que devem guiar nossos filhos pelo caminho do conhecimento. Filhos esses que nasceram durante uma evolução tecnológica acelerada. Conhecem a internet, o computador, o celular e até mesmo as novas tablets como se fossem amigos de longa data. Usam a intuição e em poucos minutos desvendam mistérios desses aparelhos que nossos professores não conseguem entender nem se for desenhado na frente deles.

A pergunta que faço e peço um tempinho de cada leitor para reflexão é bem simples: A culpa desse despreparo é do professor? Em minha cabeça digo que não, a culpa não é apenas do professor que esta em sala de aula. A culpa maior é dos que dirigem o rumo da educação e não conseguem se quer acessar este blog para ler este texto. O currículo das faculdades de letras e pedagogia não contemplam novas tecnologias de forma séria... (sim eu sei que algumas faculdade tem essa disciplina na grade curricular porém é quase um passatempo, uma aula para ver emails).

Diversas maneiras poderiam ser encontradas para melhorar a qualidade do ensino neste país. O uso da tecnologia sem dúvida é um dos caminhos que deve ser encarado com seriedade, o aluno deve ser visto e entendido como um ser diferente do aluno de vinte anos atrás, com características e necessidades singulares, condizentes com uma época em que a informação não é mais o problema e sim a formação... Enquanto pedimos esmolas, cotas e bônus perdemos a chance de exigir o que realmente importa: um ensino que forme realmente, porque informar é muito fácil hoje em dia.